segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

O melhor basquete do mundo ao vivo

A viagem a trabalho que fiz na semana passada não foi apenas a primeira na nova área de atuação, mas foi também a minha primeira visita aos Estados Unidos. A maioria das pessoas faz listas de lugares para conhecer, restaurantes para comer ou eventos para ver no destino visitado, claro, dependendo do gosto de cada um.

No tempo livre da viagem poderia fazer o que eu quisesse e um item da minha lista era assistir a uma partida da NBA. Como gosto muito de assistir esportes como futebol,  ginástica olímpica e basquete, principalmente o norte-americano que é incrível e, de fato, o melhor, não poderia perder a chance de ver um jogo lá.. Aprendi a gostar e acompanhar, não só a NBA, com o meu irmão que adora e assiste a todos os canais de esporte e entende muito mais que muito jornalista esportivo no ar. Pura verdade, nenhum puxa-saquismo de irmã. E queria tanto que ele estivesse lá comigo, mas ainda iremos assistir juntos um jogo da NBA.


Queria muito ver a seleção de basquete dos Estados Unidos nas Olimpíadas do Rio de Janeiro 2016, mas não consegui ser sorteada para nenhum jogo, assim como aconteceu na Copa do Mundo de 2014. 

Quando a minha inscrição no workshop de Miami foi feita e eu sabia quantos dias ficaria na cidade, bastava olhar o calendário da NBA para ver se o Miami Heat, único time da cidade, iria jogar lá. Eles tiveram três jogos na semana em que eu estive lá, sendo que um deles era fora de Miami, o outro era no dia da minha volta e um deles no dia da minha chegada, com início do jogo três horas e meia depois do horário previsto de chegada do meu voo. Era esse jogo!

Comprei o ingresso no site da Ticketmaster e só pensava no dia 07/12 e no tempo que teria para passar pela imigração, deixar as malas no hotel e me deslocar para a American Airlines Arena, casa do Miami Heat e também palco de outros eventos, para assistir ao melhor basquete do mundo, como diz o meu narrador favorito, Everaldo Marques da ESPN Brasil.  

O avião chegou na hora, mas esperei uma hora e quinze minutos para passar pela imigração. Algumas perguntas, digitais colhidas, foto tirada e carimbo no passaporte. A melhor parte! Não despachei mala, então não perderia mais algum tempo para sair do aeroporto e o relógio correndo e eu pensando nas 19h30. 

Para resumir um pouco, esperava por um shuttle do hotel que iria me buscar no aeroporto, mas demorou quase quarenta minutos para chegar e já eram mais de 18h. Quando chegou, mais uns 40 minutos para chegar ao hotel e ainda com um pouco de trânsito. Miami em horário de pico tem trânsito considerável. Algo que pode soar estranho vindo de uma paulistana, que mora em um lugar famoso pelo trânsito terrível. Mas procuro analisar cada cidade isoladamente e evitar comparações. E falando só de Miami: a cidade não tem transporte público suficiente e pelo tamanho é difícil de se deslocar, ainda mais no final do dia. Vá de táxi ou de Uber (o segundo, serviço muito bom como em São Paulo), que usei muito, exceto no primeiro dia que a minha internet não funcionava e tive de pegar táxi.


Cheguei ao hotel, fiz check-in e já eram 19h10. Deixei a mala no quarto para ir pro jogo. Pergunto para o recepcionista quanto tempo levaria do hotel até a arena. Ele me diz, 25 a 30 minutos, sem trânsito. Perderia o início da partida e só podia me conformar e lembrar do meu irmão falando "calma, se ficar apertado e você perder o início, não tem problema, já que a partida dura quase três horas".

Um motorista particular que faz transporte para o hotel me levou para a arena e cheguei lá no início do segundo quarto. A NBA divide o tempo do jogo em quatro períodos de 12 minutos - na FIBA, são 10 minutos. Entre o segundo e o terceiro, há um intervalo maior de cerca de 25 minutos, o que deixa a partida longa, além do cronômetro parar em cada falta ou pedido de tempo técnico. 

Realmente perdi o primeiro quarto e entrei na arena no início do segundo, com o Miami Heat perdendo por poucos pontos do Washington Wizards, time do brasileiro Nenê, que infelizmente não estava em quadra por estar lesionado. 

A American Airlines Arena é muito bonita externamente e já chama a atenção na área de Downton quando estamos chegando. A entrada é rápida com vários funcionários auxiliando na busca do seu lugar na arquibancada e, logo ao entrar já é possível sentir a atmosfera do jogo. 

Pela TV dá pra ouvir um pouco, mas lá é que realmente temos noção do show que fazem, além do jogo. Pra mim o mais importante é a partida dentro da quadra, assim como um artista no palco do que efeitos etc, não que seja desinteressante, jamais. Na NBA, como em vários eventos não só esportivos, mas de entretenimento dos Estados Unidos, há uma busca por manter o público sempre ligado, ainda que o jogo esteja parado. 

Até mesmo com a bola rolando há um locutor o tempo todo agitando a torcida e um DJ tocando músicas que acabam seguindo o ritmo do jogo e coincidindo com a troca de passes dos jogadores. Alguns comentaristas torcem o nariz para isso, pois não acham espontâneo, pois a torcida obedece a comandos e, às vezes, é até exagerado e muito ensaiado. 

Sinceramente não acho que seja exagerado e procuro entender e respeitar cada povo na sua forma de torcer por um esporte. E o que mais me interessava estava em quadra e os gritos de Defense, Defense ou Let´s Go Heat com a introdução da maravilhosa "We Will Rock You" do Queen e outra música que não sei exatamente de quem é, mas ambas estão presentes em jogos da NBA, deixam o jogo com um tom de show, mesmo já sendo um show, porque os jogadores norte-americanos de basquete jogam em um nível absurdo de qualidade.


Talvez essa atmosfera diminuísse a sensação de jogo chato em partidas de vários esportes, até mesmo do basquete onde não se tem atletas deste porte em quase todo time. 

Voltando ao jogo, o Miami Heat virou a partida no meio do terceiro quarto, mas permitiu nova virada no início do último quarto. A partida ficou muito disputada nos cinco minutos finais e a torcida não seguia só os comandos do locutor do ginásio e das batidas das músicas, mas vibrava a cada cesta de dois e principalmente de três pontos e era presenteada com algumas enterradas dos dois times. Infelizmente o Heat começou a errar bastante, tentando pontuar de três, ao invés de tentar o arremesso de dois pontos para encostar no adversário, enquanto o Wizards não desperdiçava nenhum ataque e venceu por 114 a 103. 

E eu saí de lá maravilhada e muito feliz por assistir ao jogo que acompanho pela tv toda semana e pensando na próxima partida que irei assistir quando voltar aos Estados Unidos.

domingo, 20 de dezembro de 2015

Pontapé inicial nas viagens a trabalho

Para quem acompanha o blog sabe que eu mudei de carreira neste ano. Já posso dizer que deixei a área jurídica para atuar na área de comunicação em uma agência de intercâmbio, onde também atendo clientes que desejam estudar no exterior.

Faz parte do meu trabalho redigir textos para o site, blog e redes sociais.da agência. Na parte de atendimento ao cliente, montar o perfil do aluno de acordo com a cidade e a escola que mais tem a ver com os objetivos dele. Muitos já tem ideia do país e da cidade onde pretendem estudar, então apenas buscam as escolas que mais combinam ou ofereçam o curso pretendido.

Mas muitos não têm ideia de onde pretendem estudar e numa conversa que leva em conta hábitos, experiência profissional, preferências sobre cidade grande ou pequena, clima quente ou frio, por exemplo, ajudam a direcionar para o curso na cidade e escola que mais tem a ver com o estudante, que é de várias idades.

A diferença entre o tipo de cliente que atendia é que no jurídico há uma carga pesada relacionada ao caso do cliente. Seja débito, reintegração de posse, reparação de danos morais. E tudo vai se fechando, na linguagem processual, para que se estabeleça a melhor estratégia a fim de que o cliente ganhe a ação ou tenha menor prejuízo possível quando o cliente é o réu, enquanto no intercâmbio e na escrita jornalística é possível abrir o leque de opções.

Sem contar que no intercâmbio é diferente, pois a pessoa está em busca de um sonho, de melhorar profissionalmente ou viver uma experiência totalmente única em algum lugar do mundo, às vezes, tudo isso junto. E acabo "viajando" com os clientes quando falamos sobre os países e cada vez mais vou colocando alguns lugares na minha lista pessoal de cidades para conhecer. É um assunto que adoro falar pois envolve idioma, cultura, costumes, climas e povos diferentes.

Mas também viajo de verdade para participar de workshops na área que acontecem em vários lugares do mundo. Eu amo viajar e é importante gostar de (viajar) e estar disposto, pois o trabalho exige e foi uma das perguntas que me fizeram na entrevista deste emprego. Claro que o propósito da viagem é o trabalho, mas no tempo livre e fora do workshop sobra tempo, então posso curtir o lugar visitado.

A primeira viagem no novo emprego foi para Miami, destino que não esperava conhecer agora, mesmo se fosse a trabalho (na verdade esse foi o segundo workshop que participei. O primeiro foi em São Paulo para a América Latina).

Fiquei uma semana em Miami para participar do evento e um dia em Fort Lauderdale também para conhecer escolas de idiomas que têm parceria com a agência em que trabalho.

A área é muito profissional e as pessoas que tenho conhecido são, na maioria, muito interessantes, com vivência na educação e muito receptivas com quem está ingressando na área, que é o meu caso.

Essas visitas fazem toda a diferença pois sabemos exatamente onde a escola está localizada, conhecemos a sua estrutura e conversamos com os profissionais com quem falamos principalmente por e-mail e a quilômetros de distância, sem contar que no tempo livre é possível passear e conhecer um lugar diferente e transformar isso para o trabalho ao falar para o cliente sobre o destino com a experiência que se teve lá e não apenas através de fotos, o que faz toda a diferença.

Fiz um resumo do que estou fazendo no meu trabalho para contar sobre a minha experiência em Miami, que foi também a minha primeira visita aos Estados Unidos e será contada nos próximos posts do blog.

Fico nostálgica pensando no que vivi no lugar visitado, mas também já pensando no próximo destino que o intercâmbio pode me levar.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Resist

As cenas dos estudantes das escolas estaduais de São Paulo ocupando escolas e indo pras ruas se manifestar contra o fechamento delas, em resposta ao argumento de "reorganização escolar" implementada pelo governador do Estado, foram emocionantes e revoltantes ao mesmo tempo, em razão do tratamento dado aos estudantes e professores.

E o grito de "ocupar e resistir" dos manifestantes só me fez lembrar da música Refuse/Resist do Sepultura, do disco Chaos A.D lançado em 1993. Nada mais apropriado para o momento, embora o ano seja o tenebroso 2015.

Resistir é a palavra!