quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

A minha aniversariante de 461 anos

São Paulo completou 461 anos no último domingo (25/01). Nasci, sempre vivi aqui e gosto de sair por aí desvendando e reconhecendo os seus cantos e avenidas, a sua gastronomia, os seus parques.

Andar pelo Centro e me deparar com suas construções antigas, com o Teatro Municipal, com a Catedral da Sé (onde sempre entro e admiro a arquitetura quando passo por lá, como hoje), com as ruas sem carros, a 25 de março, o Mercadão, o Viaduto do Chá, a Galeria do Rock ou caminhar pela minha avenida preferida - a Paulista - ou pelo Ibira.


Catedral da Sé
Poder desfrutar dos shows internacionais frequentes, das exposições, da Virada Cultural, enfim, de toda cultura que pulsa aqui; das diversas culinárias estrangeiras e nacionais, do pastel de feira, das maravilhosas pizzas, dos cafés, seja quente ou frio, com ou sem chantilly e o que mais puder e quiser.
 
Descer e subir avenidas grafitadas. Arte de rua deveria ser obrigatória em capitais como São Paulo! Expressão urbana gratuita para ser vista de vários ângulos, em diversos muros e viadutos, deixando a selva de pedra um tanto bela. Basta olhar ao redor!


Grafiti de Daniel Melim em prédio na Avenida Prestes Maia, ao lado da Estação da Luz


Só que, às vezes, é ingrata com aqueles que ajudaram a construí-la, como pude ver em tempos de eleição e com ecos até agora, ou destrata imigrantes africanos, bolivianos, ou se acha superior àqueles que vivem nos cantos da cidade, porque não falam, não agem e não pensam como o paulistano acha que deve ser, logo, não se encaixam em alguns "padrões". Talvez seja algo comum a quase toda cidade grande com milhões de pessoas lutando e sobrevivendo por moradia, trabalho, diversão? Nessa hora confesso concordar com o rapper paulistano Criolo. Mas será mesmo que não existe amor em SP? Quero acreditar que existe sim!



Ou então como canta o baiano Tom Zé: “São oito milhões (agora são 11 milhões) de habitantes/De todo canto em ação/Que se agridem cortesmente/Morrendo a todo vapor/E amando com todo ódio/Se odeiam com todo amor (...)".



A pluralidade e a diversidade de SP são fatores que a enriquecem e acredito que temos de aproveitar e partilhar o que há de melhor aqui, indistintamente, integrando os migrantes e os imigrantes, todas as diferenças e preferências, como também reconhecermos quando não estamos com a bola toda, como atualmente. Menos “Non Ducor Duco”, principalmente quando o verbo fica apenas na frase. Ou terei de reconhecer que estamos todos desvairados como a Pauliceia.

Esse texto doce amargo reflete o meu amor por SP, pois aprendi que devemos criticar, quando preciso, até mesmo o que mais amamos. De presente, que SP ganhe mais verde, mais dias frios, mais cultura, mais água, mais amor. Tudo isso e mais um pouco, por favor!

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Os melhores shows que vi em 2014

Quem bem me conhece sabe que eu adoro ir a shows em geral, principalmente os de rock e dos artistas de quem sou fã. Meu primo Fábio perguntou certa vez se eu achava que "a vida era um show de rock". Como eu queria que fosse! Juntar shows e viagens (outra paixão) como descrito no meu perfil à direita é um dos meus desejos. Quem dera consultar a agenda de um artista favorito e poder pegar o primeiro avião, visitar uma cidade e ainda vê-lo ao vivo no Glastonbury, Coachella, Reading, T in the Park, no Royal Albert Hall, no Madison Square Garden, no Hyde Park? 


Lolapalloza Brasil 2014



Enquanto não posso fazer isso ou preciso programar melhor as minhas viagens para encaixar uns shows no roteiro, vou a todas apresentações que posso em São Paulo. Afinal, SP é destino certo de shows na América do Sul há muito tempo, abriga o Lollapalooza Brasil que vai para a quarta edição - considero o melhor festival realizado atualmente no país - e muitos artistas vêm pra cá em quase toda turnê mundial e estão repetindo a volta com frequência. Ainda bem! Em 2014 não foi diferente e vi várias apresentações. Em festivais, em casas de show, na Virada Cultural, alguns pela primeira vez, outros pela terceira ou até quarta vez. Foram vários momentos maravilhosos em frente ao palco e abaixo estão os melhores shows que vi em 2014.

Arcade Fire. A banda canadense voltou ao Brasil depois de nove anos como uma das principais atrações do Lollapalooza Brasil 2014. Não vi o show deles na primeira vez, então a banda estava na minha lista de desejos há tempos. A base do show foi embalada pelo lançamento do ótimo Reflektor, de 2013. O início da apresentação teve imagens do filme brasileiro Orfeu Negro mostradas no telão e Win Butler vestido como no clipe da música-título, fazendo alusão ao álbum. Músicas de Funeral, Neon Bible e The Suburbs também marcaram presença no set list que fechou o festival de forma sublime e de completa sinergia entre banda e público que já fiz parte. Primeiro grande show que vi em 2014 e detalhes do festival neste link http://radarereflexo.blogspot.com.br/2014/04/o-meu-lollapalloza-2014-no-domingo-do.html.



Queens of the Stone Age. Terceiro show que vi dos amados californianos do deserto. O melhor dos três! Explico. Show só deles, fora de festivais e para os seus fãs; dentro da turnê do excelente Like Clockwork lançado em junho de 2013; a banda em seu melhor momento da carreira e no dia do meu aniversário. Em vez de balada, a melhor coisa para quem gosta tanto de música como eu é poder ver ao vivo uma banda que admiro em qualquer momento, mas se tornou ainda mais especial na chegada do meu "ano novo". Ressalto que os outros shows do QOTSA foram ótimos, mas sempre limitados em uma hora de duração, já que não eram a atração principal, enquanto o mais recente durou quase duas horas pelos motivos acima e foi composto por todas as fases da carreira da banda com atenção especial ao disco de 2013 – algo que admiro muito quando se tem um belo disco lançado há pouco tempo e a coragem de tocar muitas músicas desse trabalho - que teve oito faixas no set list. Som alto, sexy, pesado e uma banda coesa e integrada com a plateia. Detalhes sobre este show inesquecível e que está no top 5 da minha vida aqui http://radarereflexo.blogspot.com.br/2014/09/alto-pesado-e-perfeito.html.



Savages. Estreia no Brasil desse quarteto londrino que tem apenas um disco lançado, o ótimo Silence Yourself de 2013, influenciado pelo pós-punk, mas com total personalidade. A apresentação foi no Lollapalooza, num domingo de sol escaldante com as quatro integrantes vestidas de preto e desfilando as faixas do único álbum mais a inédita Fuckers, com presença de palco impressionante em uma hora de apresentação.



Paul McCartney. Show do responsável por eu gostar tanto de música e que fez parte da minha banda favorita. Quase três horas de uma parte da história do rock. Músicas dos Beatles e da carreira solo, carisma absurdo, espetáculo para lavar a alma e perfeito para fechar mais um ano de shows. Mais detalhes deste show aqui http://radarereflexo.blogspot.com.br/2014/11/espetaculo-de-musica-empatia-e.html


segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Tchau, 2014; oi, 2015

Em 2014 criei o Radar e Reflexo e comecei a escrever para o Britfoot, portal que fala sobre o futebol no Reino Unido, link aqui http://www.futebolbritanico.com.br/

Em 2014 fui a um carnaval de rua pela primeira vez. Minha amiga Bruna ligou numa tarde de fevereiro e nos encontramos na Vila Madalena para acompanhar o bloco do Sargento Pimenta. Sim, os Beatles me acompanham até no Carnaval. No final do dia tomamos um banho de chuva e mesmo assim fomos acompanhando o bloco que passava cantando marchinhas de carnaval ou clássicos da música brasileira como "Chove Chuva", de Ben Jor, ideal para aquele momento.


"Chove chuva, chove sem parar..."

Em 2014 vi duas das exposições que mais queria, a do Stanley Kubrick e do David Bowie e assisti ao vivo todos os shows que sonhava. De apresentações no Lolapalloza ao Franz pela quarta vez e Arctic Monkeys pela primeira, entre outras.

Chegando com a Dani pra maratona de shows. "Uhuuu"

Em 2014 voltei a Campos do Jordão depois de três anos. Amo frio e ir pra lá no inverno foi maravilhoso, ainda mais com a temperatura variando entre 12 e 16 graus , o que é fantástico em país quente quase todo o ano. 

Em 2014 deixei de ser sedentária, de novo, hahaha. Comecei a fazer caminhadas três vezes por semana e o pontapé inicial foi lá em Campos, inspirada pela Grá e pela Vi.


Em 2014 eu vi uma Copa do Mundo de Futebol acontecer no meu país.

Em 2014 voltei a ler mais Filosofia, estudo que adoro, graças às aulas de Mídia e Poder e à Lizi, amiga pra vida toda, professora de Filosofia do Direito!


Em 2014 uma das pessoas que mais amo deu um susto na família, passou por uma cirurgia seríssima, mas muito bem sucedida e o Tio Silvio ganhou algumas pontes para aquele coração bater por mais muitos anos.


Em 2014 terminei as aulas da pós em Jornalismo, ainda preciso entregar a monografia, então falta pouco para mais um curso concluído!


Em 2014 comemorei meu aniversário em família no dia 25/09. Mesmo que eu não faça festinha, vá pra balada, minha mãe sempre faz um bolo para cantarmos parabéns e "não passar em branco" como ela costuma dizer. Dessa vez, foi minha tia madrinha que fez esse bolo (chocolate + morangos =  pura delícia de combinação que amo) e cantamos parabéns antes de eu ir comemorar também com Josh Homme e companhia no fantástico show do Queens of the Stone Age.


Bolo de aniversário feito pela Tia Silva. Huuummm
Pronta pra comemorar 3.2 com o QOTSA

Em 2014 comemorei o meu aniversário com amigos também, com um jantar delicioso e lindo preparado pela Grá, dois dias depois. Com entrada, prato principal, sobremesa, bolo e vinho. Ufa! E estava tudo maravilhoso! Rimos, brindamos, bebemos muito vinho, conversarmos por horas! 

AAAEEEEE. Amo muito!
E o melhor é tê-los comigo (família e amigos) durante o ano todo, não apenas em datas especiais, ainda mais porque me aguentam com as minhas chatices, críticas e dúvidas, ou seja, convivem com o pior que existe em mim. 

Em 2014 passei pela fase mais instável profissionalmente desde quando comecei a trabalhar.


Em 2014 não consegui o emprego que eu queria.


Em 2014 não viajei para todos os lugares que pretendia e não voltei a lugares em que sonhava estar de novo, aqui ou no exterior.


Mesmo que certos projetos, sonhos e afins não tenham dado certo, aproveitei cada segundo dos momentos bons, ótimos e incríveis e refleti sobre aqueles que não chegaram perto disso. E acredito que devemos curtir todos os momentos que aparecem, ainda que os mais desejados não tenham acontecido.


E que em 2015 aconteçam as viagens que não aconteceram.


Que os artistas que ainda não vi e alguns que já vi, voltem, pra eu vê-los em cima do palco.


Que o emprego que eu preciso e mereço me escolha.


Que eu tenha muita ideia, assuntos e reflexão para escrever aqui e  profissionalmente.


Que as amizades que chegaram se fortifiquem e as que duram anos continuem por muitos mais. 


Se algum amor chegar, aceito, se corresponder e me complementar.


E o que inesperado que faz bem não deixe de acontecer e surpreender em qualquer setor da minha vida.