domingo, 28 de dezembro de 2014

Uma tarde no Museu de Arte Sacra de São Paulo

A Região da Luz, na Zona Norte de São Paulo, é cercada de museus: Língua Portuguesa, Pinacoteca do Estado de São Paulo e Museu de Arte Sacra de São Paulo.


Eu ainda não conhecia o último, que é patrimônio nacional tombado em 1979. Há um tempo vinha adiando a visita, mas finalmente conheci o acervo hoje.

O museu é um dos acervos mais completos dedicado à objetos religiosos, sobretudo de arte barroca, alguns deles de autoria atribuída à Aleijadinho, assim como quadros que remontam a história de personagens ligados às igrejas e catedrais, criados por artistas como Almeida Júnior e Anita Malfatti e objetos em outro e prata utilizados em cerimoniais religiosos. 














































Logo na entrada, nos deparamos com a sala Frei Galvão, em que ficam taipas de pilão e de mão, que foram utilizadas na construção do mosteiro. Frei Galvão deu início à construção do Mosteiro da Luz, onde se instalou o Museu de Arte Sacra.


As obras estão no andar de baixo do prédio, enquanto o andar superior é reservado às monjas enclausuradas. Segundo uma das monitoras, atualmente, 14 monjas permanecem em clausura.

Em todo o percurso onde estão expostas as obras, há janelas e portas que dão acesso ao lindo jardim que abriga uma fonte, onde podemos sentar para descansar depois ou durante a visita e é uma belíssima surpresa no mesmo ambiente de obras riquíssimas, localizada em local bastante movimentado da cidade.



Uma das salas está abrigando uma mini exposição de presépios de papel chamada "Presepi di Carta", de Celso Battistini Castro Rosa, em cartaz até 06/01. Os presépios são, em sua maioria, de origem alemã e representam detalhadamente o período natalino. Alguns são dobráveis e em relevo, semelhantes aos mais bonitos cartões de Natal.





Outra exposição temporária do museu é a "Capela da Nonna" de Cândido Portinari, em cartaz até 11/01. No lado externo do museu há uma sala em que foi recriada a capela que o pintor fez para sua avó, na cidade de Brodowski no interior de São Paulo. Portinari também era famoso por retratar a arte religiosa e a capela é composta de imagens de santos como São Francisco de Assis, São Pedro e a Sagrada Família. Parentes e amigos do pintor posaram para o artista retratar as figuras sagradas.



Um dos destaques do museu é o belíssimo presépio napolitano. A obra veio da Itália, data do século XVIII e foi montada por Silvio Galvão, que trabalhou no departamento de efeitos especiais da TV Cultura e criou o cenário do Castelo Rá-Tim-Bum. A sorte é que este trabalho primoroso está em cartaz por tempo indeterminado e compõe o acervo do museu que retrata a arte sagrada. 

Presépio Napolitano

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Xô, sedentarismo!

Fazia tempo que não me dedicava a alguma atividade física. Os exercícios que sempre fiz, se resumiam às aulas de Educação Física na escola, depois vieram as aulas de natação em academia e em clube, durante cinco anos. Por fim, me matriculei num estúdio de Pilates há três anos. Adorei, mas parei logo depois porque saia tarde do trabalho e não conseguia chegar para a última aula. Desde então, não fiz mais exercícios regularmente.


























Também nunca fui adepta de dieta ou de me privar de comer algo mais gorduroso ou doces para, a partir daí, precisar emagrecer e correr para manter a forma, embora sempre tenha me alimentado de forma equilibrada. Gosto de saladas e de legumes e minha mãe costuma fazer os dois quase diariamente. Em contrapartida, não dispenso massas, doces, chocolate, pães, mas não exagero.




Cerca de quatro meses atrás, resolvi abandonar o sedentarismo. Comecei a fazer caminhada três vezes por semana, num parque próximo de onde moro e percebo a mudança em meu organismo.


























Tudo começou numa viagem a Campos do Jordão em agosto. Duas amigas adeptas de exercícios físicos tiraram uma manhã para correr. Eu poderia ter ficado na casa em que estávamos, mas preferi acompanhá-las. A Grá, que quase chegou a ser tenista profissional antes de seguir na advocacia e hoje pedala e corre; e a Vi, também advogada, que participa de corridas de rua e faz Pilates.

Fui atrás delas e corremos por quarenta minutos. Por óbvio, eu ia num ritmo mais devagar. E estava frio. Cerca de 15 graus! Eu amo e prefiro correr com temperaturas mais baixas, com o vento batendo no rosto. Lembrei a época entre a graduação em Direito e o aguardo do resultado do exame da OAB, no meio do ano, quando ia pedalar no Ibirapuera enquanto meu pai treinava para corridas de rua. Pois é, nem sendo filha de alguém que já fez três maratonas, participou de inúmeras provas de atletismo e sempre se exercitou, fez com que eu me interessasse por voltar a fazer esportes. Sem contar a minha mãe que faz caminhadas há três anos, também três vezes por semana e no mesmo parque onde vou. Quando não temos vontade, não adianta ter pais, amigos etc que nos incentive. 


Como não sou vidrada em exercícios e confesso que sou preguiçosa, além de nunca ter sido encanada com peso, projeto verão, barriga chapada etc., já que não é fácil não ligar pra isso quando somos bombardeados com dicas de emagrecimento, olhares impiedosos para quem não se encaixa em "padrão de modelo" e não sei de onde tiraram a ideia de que a mulher "deve" sempre estar com "tudo em cima", ter "barriguinha seca" ou até "negativa", aaafffff, a decisão de voltar a me exercitar seria tão somente para cuidar da saúde, consequentemente ficar mais disposta e tentar evitar ou diminuir o risco de diabetes e de pressão alta, doenças comuns em minha família.


Posso dizer que estou me sentindo com mais disposição e maior fôlego, além de ter perdido uns quilinhos e pude voltar a usar alguns shorts e blusinhas nesse calor, após quatro meses de exercícios realizados três vezes por semana, durante uma hora, intercalando corrida e caminhada no parque que é uma delícia, foi reformado e está sendo bem cuidado. 


É um prazer ir pra lá. Tanto no caminho, como no próprio parque, poder me deparar com paisagens e cores diferentes das árvores, das plantas e das flores.







Uma coisa que o meu pai sempre disse é que a caminhada/corrida pode ser feita em qualquer lugar, sozinho e de graça, diferente de vários esportes, e estou aproveitando tudo isso. Eu tenho facilidade de caminhar sozinha e gosto disso, fico bem com os meus pensamentos e faço vários questionamentos quando corro ou caminho, ou quando apenas sinto o vento no rosto, quando não está esse calor absurdo. Dá uma sensação de leveza e de vigor, tanto que pretendo continuar com os exercícios por muito tempo.




Além disso, há dias em que estou mais melancólica ou preocupada com as indefinições da minha vida profissional, mais chateações pessoais por diversas razões, e a corrida ajuda a amenizar e a trazer o equilíbrio de volta, já que o exercício faz bem não só para o físico, mas também para a mente, como nos ensinam os médicos, hahaha.


























Não sou de ficar estipulando metas, ainda mais pra uma já ex-sedentária, mas pretendo continuar fazendo os exercícios por muito tempo, porque estou me sentindo muito bem nesta  fase de caminhadas e corridinhas que comecei este ano e espero que esse "projeto" de "não ao sedentarismo" tenha continuidade no ano que vem, por saúde e não por "projeto verão", barriga chapada e afins!