Pular para o conteúdo principal

Chuva em forma de música

São Paulo vive uma crise hídrica como nunca antes vista. E a falta de chuvas é assunto corrente em todos os lugares, como se esse fosse apenas o único ou o maior problema da seca. Quando ela (a chuva) cai, como tem acontecido nos últimos dias, o fato vira notícia de jornal; ou uma simples foto de alguém segurando um guarda-chuva já é motivo para comentários, ao contrário de anos atrás em que a água do céu vinha em abundância e até pedíamos para não chover tanto. 

Como adoro listas, principalmente as que falam sobre música, selecionei algumas canções que falam sobre a tão aguardada e nunca tanto amada chuva em SP.


The Cult, Rain. A primeira da lista anuncia a chegada da chuva. Nada mais apropriado do que iniciar com uma música que repete os versos "Here Comes the Rain". Ouvi muito o som da banda inglesa quando ainda estava conhecendo vários gêneros do rock e aprecio o vocal poderoso e distinto de Ian Astbury e a sonoridade com influências de pós-punk e hard rock. Ainda que a chuva da música seja uma metáfora e possa gerar outra interpretação, o "Here Comes the Rain" já virou mantra para a população e pode ser invocado numa dança da chuva. 



Adele, Set Fire to the Rain. A diva inglesa compôs "Set Fire to the Rain" para o seu segundo disco, intitulado 21. O real sentido da música não é botar fogo na chuva, mas "queimar" algo que não dá mais certo, pelo qual se tentou o impossível, mandando embora de vez. A música está na lista por ser uma das melhores canções, da então curta carreira de Adele, e falar da querida chuva, mas nada de pensar em mandá-la para longe como a cantora faz na canção, mesmo em sentido figurado. Jamais!


Jorge Ben, Chove Chuva. A bela canção está presente no primeiro disco do cantor, o clássico Samba Esquema Novo, de 1963. Jorge Ben anuncia que "chove chuva, chove sem parar" e depois pede que a "chuva pare e não molhe o seu amor". Maravilhoso!


Travis, Why does it always rain on me. A banda escocesa, na voz de Fran Healy, reclama porque sempre chove sobre ela. Ótima canção pop para ouvir numa tarde chuvosa.


Guns n´Roses, November Rain. Épico de quase dez minutos. Vídeo grandioso mostrando a megalomania da banda, mais um solo irretocável de Slash e clássico do hard rock, são os elementos da chuva de novembro cantada e tocada por quem já foi a maior banda de rock do mundo e uma das favoritas desta que vos escreve. Totalmente apropriada para o presente mês em SP.


Prince, Purple Rain. Outro épico sobre a chuva. Se fosse listar as vinte canções favoritas e as melhores baladas da história da música, Purple Rain estaria entre elas. Faixa título do sexto álbum desse artista singular e ótimo guitarrista, que faz um belíssimo solo nesta canção, que ainda traz o seguinte verso "eu só queria te ver sob a chuva púrpura". Arrasadora!


Madonna, Rain. Uma das melhores canções de Madge e talvez a sua melhor balada. Ao contrário da canção de Adele, esta música acredita que a chuva pode limpar a dor e trazer o amor. O vídeo, igualmente belíssimo, mostra Madonna morena e de cabelos curtos em um estúdio, depois cantando e, ao final, numa espécie de corredor em que a chuva cai, com um jogo de luzes que destaca o rosto da cantora. 


Garbage, Only Happy When it Rains. O maior hit da ótima banda norte-americana. Feliz quando chove, estado de espírito apenas quando a chuva cai, eis a mensagem do Garbage.


Supertramp, It´s Raining Again - Que cantemos como os ingleses, "It´s raining again". Que seja todo dia, toda hora. Ótima para ser ouvida em uma tarde nublada e esperar a chuva cair. 


Gene Kelly, I´m Singing in the Rain. Música perfeita, momento mágico do cinema. Sem mais digressões a respeito. Apenas um conselho: caso não esteja a caminho do trabalho ou de algum evento que requeira apresentação em traje seco, deixe-se banhar pela chuva, cante e dance sob ela, não saia correndo. Eu fiz isso num carnaval de rua este ano e foi libertador. Tenha um dia de Gene Kelly! 

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Londres em 5 músicas

Grandes capitais mundiais recebem homenagens em canções. Nova Iorque foi tema de inúmeras músicas, mas New York, New York, imortalizada na voz de Frank Sinatra, é a canção definitiva da Big Apple, cantada por nova-iorquinos e estrangeiros, inclusive na virada de ano na Times Square.  
Berço de vários artistas - do punk, do progressivo ou do eletrônico, capital mundial do pop - Londres também é homenageada em diversas músicas. Ao contrário de Nova Iorque, talvez, não tenha uma canção que a defina, que seja a mais famosa e que possa ter, ao menos, um verso cantado por qualquer pessoa mundo afora. E muitos artistas lendários do rock e do pop dedicaram um pedaço de suas obras à capital britânica ou, como diz o poeta, cidade que alguém só se cansa, quando está cansado da vida. 
Como relaciono música a vários momentos, coisas e pessoas, fiz uma lista com base em minha imagem sobre a cidade do meu coração ou a lembrança mais significativa que tenho dela ao escutar essas músicas.
The Clash – Lo…

Definitivamente talvez

O título do texto é o nome do álbum de estreia do Oasis, lançado há vinte anos, em agosto de 1994.

Vi o Oasis pela primeira vez no extinto programa da TV Gazeta, Clip Trip, ao qual assistia sempre para acompanhar os meus artistas favoritos.

Lembro do apresentador falando sobre o Oasis, antes de passar o vídeo de Supersonic, primeiro single do disco. Ele disse mais ou menos assim "esses caras estão fazendo barulho na Inglaterra e se dizem melhores que os Beatles. Sei não, vamos ver se é tudo isso e se o sucesso vai durar".

O comparativo com os Beatles era mais uma das polêmicas que os irmãos Noel e Liam Gallagher criaram e estenderam durante toda a carreira da banda. Na verdade, a influência mais clara e até o modo como se vestiam, remetia à banda de Liverpool. Mas jamais foram cópia dos Beatles, o que muitos odiadores costumam dizer. 

Aceitar isso é o mesmo que reduzir o talento do Oasis, um dos últimos representantes do rock, cingido em todo significado que a palavra expressa. …

Ah, o amado inverno! E homens: comprem ou tirem do armário os casacos e os cachecóis!

O inverno está aí desde o dia 21 de junho, mas deu as caras em São Paulo, de verdade, nas últimas duas semanas, com termômetros marcando a máxima entre 15 e 18 graus. 
São Paulo me agrada, pois o frio aparece nesse tempo, ao contrário de outras cidades do país, onde inexiste inverno, mas aqui é possível apreciar o vento, a temperatura baixa, as comidas e os doces que ficam mais saborosos nessa época, do que em qualquer outra. 
Além disso, podemos ficar mais estilosos. Botas, de cano curto ou longo, casacos de várias cores, cachecóis e echarpes de variadas estampas. 
Mulheres adoram se vestir assim, mas também há homens que abrem o guarda-roupa e ficam ainda mais charmosos com sobretudos e cachecóis. Vou fazer um pedido! Rapazes, não deixem de usar a dupla, casaco e cachecol em contados dias de junho/julho invernal. Eu, pelo menos, aprecio muito! Vocês ficam tão maravilhosos!
Certa vez, numa época dessas, estava com algumas colegas de trabalho saindo para o almoço e um homem super chique e…