sexta-feira, 26 de setembro de 2014

QOTSA: Alto, pesado e perfeito!

O Queens of the Stone Age, californianos do deserto, tocaram pela quarta vez no Brasil, nesta quinta-feira (25/09). O show de ontem faz parte da turnê do excelente ...Like Clockwork, lançado em 2013. 

A diferença para os outros shows da banda em solo nacional é que o de ontem foi deles como atração principal e fora de festivais, um pedido antigo dos fãs.


De todos esses shows, não fui somente ao do Rock in Rio em 2001, quando a banda começava a ser conhecida do grande público. Depois desse, os vi no extinto festival SWU, em Itu. O show foi muito bom, mas era a primeira apresentação dos caras depois da estreia no Brasil e o tempo da apresentação foi reduzido por problemas de som, que impediram a banda de tocar por mais tempo.


Depois veio o show no Lollapalloza 2013. Mais um festival! Repito os shows dos artistas favoritos, mesmo em festivais, quando eles são muito bons em cima do palco e o Queens faz um showzaço e só melhora com o tempo. Eles ainda lançariam ...Like Clockwork, mas estrearam o primeiro single, My God is the Sun, neste show. São Paulo foi a primeira plateia no mundo a conhecer uma mostra do belíssimo disco. O show foi considerado por muitos veículos como o melhor do festival, em que poderiam ter sido a atração principal da noite e, logo, tocariam mais do que uma hora cravada. Este show foi ainda melhor do que o anterior.


Vamos voltar ao show do dia 25 de setembro, dia do meu aniversário, e ótima ocasião para eu comemorar mais um ano e iniciar o MEU ano novo. 


Antes deles, o guitarrista Alain Johannes tocou por quarenta e cinco minutos. O músico se apresenta apenas com violão e fez um aquecimento adequado para o barulho que viria depois. Johannes acompanha a banda em vários shows pelo mundo, além de tocar nas Desert Sessions, projeto paralelo de Josh Homme, bem como na outra banda do líder do Queens, Them Crooked Vultures, que ainda tem como integrantes John Paul Jones (Led Zeppelin) e Dave Grolh (Foo Fighters).


A banda entrou no palco às 22h10, tocando a porrada "You Think I Ain´t Worth a Dollar, but I Feel Like a Millionare", faixa de abertura de Songs for the Deaf, melhor disco do grupo, que teria outras músicas desfiladas no set list, engatando na sequência com o talvez melhor momento da carreira da banda, No One Knows. Mais adiante, a espetacular Go with the flow atropelaria tudo e a empolgante Do it Again arrancaria os característicos "hey" da plateia, no começo e na metade da música.



Quem acompanha a banda sabe que eles são ainda muito melhores no palco. As músicas crescem e ganham mais peso e velocidade, inclusive as mais lentas, porém, não menos pesadas de ...Like Clockwork. O sexto e mais recente disco foi presença constante em todo set list com oito faixas. Todas cantadas pela casa de shows, provando a excelente receptividade do disco e a desenvoltura do grupo com as faixas, sobretudo, o excelente baterista Jon Theodore, que entrou na banda em 2013 e já é o melhor baterista que o Queens já teve e empata com Dave Grohl em estúdio e ao vivo, além da coesão entre Josh e os guitarristas Dean Fertita e Troy Van Leuween, mais o baixista Michael Schuman.

As faixas de ...Like Clockwork merecem destaque quando tocadas ao vivo. Muitas são suingadas, permitindo-nos dançar sensualmente como faz Josh Homme, o homem do Queens e o ruivo mais maravilhoso do universo; outras mais lentas, porém, com guitarras cortantes que mostram a complexidade do som, mas todas ganham mais peso e velocidade ao vivo.


Além disso, Josh toca piano em algumas faixas do mais recente disco e faz delas momentos inesquecíveis do show. The Vampyre of Died and Memory, I Appear Missing e a faixa-título, emocionam.


Outros discos do Queens tiveram participação no set list. Rated R, de 2001, apareceu três vezes: The Lost Art of Keeping in a Secret, Monters in the Parasol e Feel Good Hit of the Summer. A última apresenta nomes de drogas apenas e é quebrada por uma forte linha de baixo que explode com a bateria e guitarra aceleradas, sendo intercalada com um trecho de "Never Let Me Down Again", do Depeche Mode. Luxo!


De Lullabies to Paralize, tivemos a execução de Little Sister, mais um momento agitado e dançante.


Do sexto disco, Era Vulgaris, ouvimos a tensa Sick, Sick, Sick, a ousada I´m Designer e a balada do Queens, Make it Wit Chu, que na verdade é sexy e nada tem de romântica. 


O primeiro disco foi representado por Mexicola, pedida pelo público logo no início do show e confirmada por Josh que seria tocada na noite. Rolou depois da metade e nos levou ao começo da carreira do grupo. Sem dúvidas, um dos grandes momentos do show.


E o melhor disco, Songs for the Deaf, não só abriu a noite memorável, mas foi com ele que a banda se despediu, tocando a barulhenta e longa "A song for the Dead". Rodas de pogo se formaram nessa hora, público pulando e balançando a cabeça em aprovação ao talvez melhor show do ano (empatou ou passou Arcade Fire? Pensarei depois a respeito), visto até agora, em espetáculo da banda no seu melhor momento, tocando por quase duas horas, em casa lotada, abafada e sedenta pelo show solo mais esperado e aplaudidíssimo dos últimos anos.


domingo, 21 de setembro de 2014

Minha lista de canções de amor

Estava arrumando a minha biblioteca e me deparei com o livro Alta Fidelidade, do Nick Hornby, famosa obra em que a personagem faz listas sobre diversos fatos de sua vida, quase todas embaladas com a trilha sonora perfeita para cada situação. 

Inspirada em Nicky Hornby, por eu gostar de listas e estar ouvindo Suede no momento, decidi listar as canções mais belas de amor. Sem ordem de preferência e atenta às músicas que falam do amor na mais plena realização, de forma sublime e que aquieta, sem cobranças e egoísmo, porque ali está sereno e tranquilo. Por este motivo, canções de amor dolorosas, porém, igualmente lindas, estarão de fora e podem entrar em outra lista que eu vier a fazer. 

The Wild Ones - Suede. A banda londrina mais falada neste blog. Inclusive, com destaque para The Wild Ones, quando falei sobre o álbum Dog Man Star. Considero esta música não apenas a melhor balada do britpop, mas uma belíssima canção de amor. Eu até caso com o homem que cantar esta música para mim, de preferência, dentro de uma cápsula da London Eye! Voltando à canção, Brett Anderson brinca com a voz e canta versos como Oh, if you stay/I´ll chase the rain blown/fears way/We'll shine like the morning/and sin in the sun/We'll be the wild ones/running with the dogs today/Se você ficar/ eu perseguirei a chuva pelos campos afora/ Nós brilharemos como a manhã e pecaremos ao sol/Se você ficar/ Nós seremos os únicos selvagens/Correndo com os cachorros hoje



Lovesong - The Cure. O próprio nome da canção a revela como "de amor". A letra descreve o estado de espírito do ser amado quando está perto de seu amor. Fala sobre a segurança, diversão e do sentir-se completo. A diva Adele gravou a música para o seu segundo disco, intitulado 21, que também vale conferir. Os versos falam por si. Whenever I'm alone with you/ You make me feel like I am home again/ Whenever I'm alone with you/You make me feel like I am whole again/Quando eu estou sozinho com você/Você me faz sentir como se eu estivesse em casa/Você me faz sentir completo de novo



Thank You - Led Zeppelin. Considero a música mais linda do Led, que tem outras belíssimas, mas Thank You é sublime e perfeita, com riff igualmente belo de Jimmy Page. Difícil escolher o verso que melhor descreve o amor para a banda, mas ficarei com o seguinte, que abre e encerra a canção: If the sun refused to shine/I would still be loving you/When mountains crumble to the sea/There'll still be you and me/Se o sol se recusasse a brilhar/Eu ainda estaria amando você/Quando as montanhas desmoronarem ao mar/Ainda haverá eu e você



Monte Castelo - Legião Urbana. O que dizer sobre uma música que narra o amor como o sentimento mais nobre e ainda traz versos de Camões? Verso decisivo: É só o amor/É só o amor/Que conhece o que é verdade/O amor é bom, não quer o mal/Não sente inveja ou se envaidece



Just Breathe - Pearl Jam. A voz única de Eddie Vedder impulsiona uma das melhores músicas do Pearl Jam. A banda é uma das minhas favoritas e algo que mais admiro é trocar significativamente o set list, de um show para o outro. Mas Just Breathe não pode ficar de fora e tive a sorte de ouvi-la em show realizado em São Paulo, em 2011. Destaco o refrão perfeito: Did I say that I need you?/Oh, did I say that I want you?/Oh, if I didn't I'm a fool you see/No one knows this more than me/Eu já disse que preciso de você?/ Eu já disse que eu quero você? Se eu não disse sou um tolo/Ninguém sabe disso mais do que eu, que me purifico



Nando Reis - All Star. O meu eterno favorito titã expressa a cumplicidade e a afinidade com o ser amado e o desejo de estar junto. A música foi feita para Cássia Eller e é com ela que ouviremos os versos de All Star: Estranho é gostar tanto do seu All Star azul/Estranho é pensar que o bairro das Laranjeiras/satisfeito sorri, quando chego ali e entro no elevador aperto o 12 que é o seu andar/não vejo a hora de te reencontrar/e continuar aquela conversa/que não terminamos ontem, ficou pra hoje



Maybe I´m Amazed - Paul McCartney. Quase impossível destacar apenas uma canção do "Sir". Inúmeras letras escritas por Paul fariam uma lista inteira sobre o amor, seja nos Beatles ou em carreira solo. Farei uma lista com as baladas mais lindas de autoria de McCa, mas para esta, escolho as inigualáveis Maybe I´m Amazed e My Love, abaixo. Versos escolhidos da primeira: Maybe I'm amazed at the way you love me all the time/Maybe I'm afraid/of the way I love you/Talvez eu esteja surpreso pelo jeito que você me ama o tempo todo/Talvez eu tenha medo do jeito que eu amo você. 



My Love - Paul MCcartney. Não é necessário discorrer tanto sobre alguém que é quase um poeta e faz de simples versos uma canção grandiosa para o amor da sua vida. Paul dedica My Love para Linda MCcartney e pude conferi-la, ao vivo, no melhor show da minha vida até hoje. De emocionar tais versos: And when I go away/I know my heart can stay with my love/It's understood/It's in the hands of my love/And my love does it good/E quando eu for embora/Eu sei que o meu coração pode ficar com meu amor/É compreensível/E meu amor faz isso muito bem.



O meu amor - Chico Buarque. Outro poeta da música e que fala sobre o amor com propriedade. O meu amor tem um jeito manso que é só seu/E que me deixa louca quando me beija a boca/A minha pele toda fica arrepiada/E me beija com calma e fundo/Até minh'alma se sentir beijada



Todo amor que houver nessa vida - Barão Vermelho. A banda tem mais de uma música de amor. Essa fala sobre o amor escancarado, intenso, mas que é prazeroso e se recusa a cair na rotina, embalada pela guitarra e bateria aceleradas, que dão o tom adequado para Cazuza soltar os seguintes versos: Eu quero a sorte de um amor tranqüilo/Com sabor de fruta mordida/Nós, na batida, no embalo da rede/Matando a sede na saliva


segunda-feira, 15 de setembro de 2014

SP em imagens!






Apesar do adjetivo "selva de pedra", São Paulo tem espaços verdes e a primavera está surgindo colorida e estonteante em pleno inverno. Procuro contemplar esses espaços quando eles estão em meu caminho, até pelo fato de ter um parque perto de casa. Acredito que todos deveriam fazer o mesmo, ao invés de apenas reclamar e dizer que nada é belo numa cidade como SP e arranjar um tempinho para apreciar a natureza e não apenas "correr" por aí e dizer que não tem tempo para nada, sequer olhar ao redor. 

Abaixo, imagens que captei nas ultimas três semanas. O sol, em várias delas, é o meu preferido, quando apenas clareia o dia e faz frio; em outras, ele estava forte mesmo, com temperatura acima de trinta graus! E tem Paulista nesse meio, claro! Minha avenida preferida em SP e, com certeza, estará entre as (avenidas) favoritas que ainda conhecerei neste mundo. 












domingo, 14 de setembro de 2014

Domingo de esportes

A provável seleção imbatível em um esporte, a seleção norte-americana de basquete masculino, foi campeão da Copa do Mundo da Espanha, neste domingo. Depois do futebol e da ginástica artística, o basquete é o esporte que mais me agrada, sobretudo jogado pelos craques da NBA, que acompanho sempre. Só pra constar que a seleção estava sem Lebron James "The King", Chris Paul e Carmelo Anthony, para citar alguns.

O mais admirável é que entram para jogar o que sabem (MUITO) e o fazem como ninguém (SEMPRE), mesmo sendo favoritos em todas as partidas, quando poderiam "aliviar" um pouco e tornar a partida menos difícil para o adversário. Mas não! Jogam o melhor sempre, com respeito e vontade e comemoram como deve ser, dando a importância devida ao título conquistado, ainda que seja mais um na lista interminável e que fosse previsto desde o início. A conquista certa garante a vinda às Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

E no futebol, o meu Tricolor Paulista venceu o Cruzeiro, líder e melhor time do Campeonato Brasileiro, por 2 a 0. A vitória mantém o São Paulo na vice-liderança e diminui a vantagem do Cruzeiro, de sete para quatro pontos. Temos chances de tomar a liderança, contanto que continuem jogando assim e ainda melhor. 

O São Paulo melhorou consideravelmente com Alexandre Pato e Kaká e pode contar com Paulo Henrique Ganso, próximo da excelente forma que conhecemos no Santos há quatro anos. Importa destacar a qualidade que Kaká deu ao time. O jogador não foi convocado para a Copa do Mundo de 2014, não fechou com nenhum grande time europeu e jogará nos Estados Unidos a partir de 2015. O que é ótimo para nós, mas faz refletir sobre a falta de bons jogadores em nosso Campeonato, quando um jogador da qualidade dele, mas não no auge da carreira e como outros no futebol europeu, perde espaço lá, mas faz a diferença aqui. 

E a seleção masculina de vôlei continua invicta no Campeonato Mundial. Essa seleção, assim como a feminina, me despertou os momentos mais felizes em campeonatos e Olimpíadas. Espero que cheguem à final e sejam campeões!

Discos perfeitos parte II

Mais uma lista de discos perfeitos para mim, com todas as faixas indispensáveis. Vou começar essa lista com a banda que terminou a primeira.

Dog Man Star - SuedeConsiderada a obra-prima do grupo e lançado há quase vinte anos (outubro de 1994), o segundo disco supera a ótima estreia com faixas mais experimentais, densas e com arranjos orquestrados. A complexidade do álbum não agradou muito o público e, talvez, tenha sido o motivo para o Suede não ter alcançado o mesmo patamar de sucesso de Oasis e Blur, duas bandas do movimento Britpop, que disputavam a coroa do rock britânico no início dos anos 90.

Dog Man Star não é considerado apenas o melhor do Suede, mas também um dos melhores álbuns da história e presença constante na lista dos "discos que devemos ouvir antes de morrer". As faixas mostram a ousadia da banda, com o vocalista Brett Anderson - um dos melhores cantores/frontman de sua geração - em perfeita execução vocal, alternando graves e agudos, algo que me agrada muito e nem todos conseguem fazer com maestria, o que torna cada canção singular e impossível de deixar de ser ouvida. Tudo isso em parceria com Bernard Butler (que saiu da banda antes do lançamento do disco) guitarrista que herdou o talento de Johnny Marr, dos Smiths, que é clara e maravilhosa influência do Suede, deixando músicas perfeitas que traduziam a solidão que nos assola mesmo na cidade grande, os encontros que não acontecem e a melhor balada do britpop e uma das músicas mais lindas da história: The Wild Ones, em que Anderson alcança falsetos perfeitos. Apesar de ter dito mais do que programava a respeito de um dos meus discos favoritos, recomendo a excelente resenha de Dog Man Star, feita pelo Scream and Yell Yell http://screamyell.com.br/site/2012/08/15/discografia-comentada-suede/
Ouviria mais de uma vez antes da próxima ou voltaria quando o disco terminasse: We are the Pigs; Heroin; The Wild Ones; New Generation; This Hollywood Life; The 2 of Us; Black or Blue, The Asphalt World e Still Life.  



Sex Pistols - Never Mind The Bolllocks. Obrigatório para quem curte punk rock ! Único disco da banda que revolucionou a cena inglesa em meados dos anos setenta. Sem mais digressões. 
Ouviria mais de uma vez antes da próxima ou voltaria quando o disco terminasse: Holidays in the sun; Bodies; No Feelings; Problems; God Save the Queen; Submission e Pretty Vacant.



Nevermind - Nirvana. Esse disco tem um significado muito especial, pois foi com ele que vivenciei uma revolução no rock, por conta da minha idade, claro. Não vi a explosão de Elvis, Beatles, Clash, Sex Pistols, mas vivenciei o estrago fantástico que o Nirvana causou com o seu segundo disco e me fez buscar e ouvir rock alternativo, mesmo que ele já tivesse surgido com Jesus and Mary Chain, R.E.M (está no meu top 3 de bandas favoritas) e Pixies, tanto que as duas últimas são declaradas influências do Nirvana. A abertura com Smells Like Teen Spirit é arrebatora e considero um dos inícios de discos mais bem escolhidos, além de a capa do álbum ser emblemática.
Ouviria mais de uma vez antes da próxima ou voltaria quando o disco terminasse: Come as you are; Breed; Lithium; Territorial Pissings; Drain You; Lounge Act; Stay Away.




Grace - Jeff Buckley. Único disco do talentosíssimo cantor e guitarrista, que faleceu antes do lançamento de sua obra-prima. Grace se tornou conhecido do público e aclamado pela crítica em 1994. Poesia e melodias perfeitas, com toda a sensibilidade e melancolia de Buckley, capaz de alcançar notas muito altas e alternar graves e agudos com perfeição. Aliás, em minha humilde opinião, superou o gigante Leonard Cohen, autor de Hallelujah, na interpretação dessa música, presente em Grace. A música de Leonard Cohen foi gravada por outros artistas, mas nenhum conseguiu alcançar a beleza da original, enquanto Buckley não apenas a alcançou, como superou o intérprete e autor da música. 
Ouviria mais de uma vez antes da próxima ou voltaria quando o disco terminasse: Mojo Pin; Grace; Last Goodbye; So Real; Hallelujah; Lover, You Should've Come Over e Dream Brother. 

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

E como vai o esporte brasileiro?

Belas vitórias aconteceram no esporte brasileiro nas últimas semanas.

O surfista Gabriel Medina foi campeão na etapa de Teahupoo no Taiti, batendo Kelly Slater, o maior surfista da história. Ele tem apenas 20 anos e é um dos grandes nomes do surf brasileiro. Acompanho o Medina há um tempo, no canal a cabo Off, em que estrela o programa Mundo Medina e nos mostra a preparação para os campeonatos, desde a sua alimentação e treinos físicos, como também explora o local onde vai surfar. 

Aliás, para quem gosta de esportes radicais, o canal Off dedica a programação ao surf, esqui, skate, caiaque, motocross etc. A maior parte deles embalados com uma excelente trilha sonora, quando não se trata de competições, mas de documentários ou programas especiais.

No esporte coletivo, o vôlei feminino conquistou pela décima vez o Grand Prix. Acredito que o vôlei tenha proporcionado o maior número de vitórias de um esporte coletivo do Brasil. Lembro que a vitória olímpica das meninas há dois anos, nas Olimpíadas de Londres, foi um dos momentos em que mais vibrei com uma seleção. Elas são fantásticas!

Ainda no esporte coletivo, a seleção masculina de basquete conseguiu três vitórias na Copa do Mundo, que teve início na semana passada, tendo perdido apenas para a Espanha, que é superior à seleção de Rubén Magnano (argentino que transformou o nosso basquete, tornando-o competitivo), logo, derrota esperada e compreensível, pelo fato de ser mais difícil acontecer "zebras" fora do futebol.

Essas conquistas mostram como temos talentos em outros esportes, que sequer são lembrados, exceto pelos programas de esporte e por quem acompanha algo além do futebol. Aliás, tenho mais certeza ainda de que o brasileiro torce e quer saber de seleção brasileira de futebol apenas e, sobretudo, quando esta ganha. 

Claro que a derrota por 7 a 1 para a Alemanha é um vexame inquestionável, ainda mais em Copa do Mundo, mas se não fosse pelos cinco títulos acumulados e por ter grandes nomes na história do futebol, acredito que o brasileiro ligaria menos para o esporte, apesar da nossa paixão pelo jogo com a bola nos pés, aliada ao fato de não ser estimulada a cultura de se praticar alguma modalidade esportiva desde a escola, bem como por cultivar um sentimento de que "só" vale quando ganha, não indo além, mesmo que o melhor resultado não seja alcançado.

Exemplo disso se relaciona à uma notícia que li dia desses, sobre a possibilidade de a TV Globo deixar de transmitir a Fórmula 1, a partir do ano que vem, por queda frequente de audiência. Depois de Ayrton Senna, não surgiu um brasileiro capaz de levantar a taça no mais famoso torneio de automobilismo do mundo. 

Ok, é mais legal torcer quando há alguém que nos represente ou com quem nos identificamos e esse esportista seja incrível, fantástico no que se especializou, mas não é possível apreciar e acompanhar algo, pelo esporte em si, mesmo que os melhores atualmente sejam alemães, ingleses, espanhois, como na Fórmula 1, no tênis e, no próprio futebol?

Não estou aqui defendendo que todo mundo deve acompanhar diversos esportes, ler e assistir a diversos programas do gênero, mas apenas discutir o puro e simples desinteresse sobre esportes quando não há um vencedor. 

Enfim, apenas uma reflexão a respeito, porquanto a falta de interesse do brasileiro por esportes, em minha opinião, tem relação com inúmeros fatores que vão além da falta de paixão ou conhecimento de determinado esporte, ainda que sejamos a sede das próximas Olimpíadas.

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Discos perfeitos

Conversando com amigos sobre música, uma delas indagou "qual o disco perfeito para vocês? E discutimos se o perfeito seria o disco que entendemos como o melhor de um artista /banda, mesmo não gostando de TODAS as músicas, ou aquele que gostamos de ouvir da primeira à última música e, não necessariamente é o melhor, mas apenas gostamos de TODAS. 

Para a minha abordagem, vou falar sobre os discos que me agradam do início ao fim e que considero todas as músicas muito boas, sem exceção, mesmo não sendo o melhor do artista/banda. Vários são considerados os melhores por mim e por listas do tipo "discos para ouvir antes de morrer" ou não estarão em nenhuma lista.


Não vou enumerar, por ordem de preferência, mas apenas citar os discos que me incapacitam de não ouvir uma música sequer. Serão cinco agora e depois falarei sobre outros, pois preciso conferir para não esquecer nenhuma "obra perfeita". E vou mencionar as músicas que me fazem apertar o repeat de cada disco, embora sejam todas singulares e indispensáveis aos respectivos álbuns. 

Disintegration - The Cure. É considerado o melhor deles e quando o escuto, preciso estar preparada para a sua audição apenas, por ser denso, melancólico, mas belo, além de não conseguir passar para a próxima música, razão do texto. Uma viagem dark perfeita do começo ao fim. A audição fica ainda mais bela se realizada numa noite de frio e chuva. 
Ouviria mais de uma vez antes da próxima ou voltaria quando o disco terminasse: Plainsong, Pictures of You, Lovesong, Fascination Street, Prayers for Rain, The Same Deep Water as You, Disintegration e Untitled.



The Smiths - The Smiths. O disco de estreia dos Smiths já indicava o que Morissey e Marr eram capazes de fazer. As letras do primeiro e a musicalidade do segundo criaram 11 faixas perfeitas, que parecem narrar as agruras de qualquer mortal, como poucos souberam fazer.
Ouviria mais de uma vez, antes de seguir para a próxima música, ou voltaria quando o disco terminasse: Reel Around the Fountain; You've Got Everything NowMiserable Lie; Pretty Girls Make Graves; Still Ill; Hand in Glove; What Difference Does it Make? (se fosse para escolher uma música da discografia dos Smiths, o que é tarefa quase impossível para quem escuta e conhece a discografia de uma banda, essa seria a escolhida) e Suffer Little Children. 



Revolver - Beatles. Minha banda preferida e um dos meus discos favoritos deles. Perdi a conta de quantas vezes coloquei esse álbum no repeat na segunda viagem a Londres (11 horas), enquanto a maior parte dos passageiros assistia a filmes e séries. Sou capaz de pular música de outros discos dos mais amados, mas com Revolver é impossível.
Ouviria mais de uma vez, antes de seguir para a próxima música, ou voltaria quando o disco terminasse: Taxman; Eleanor Rigby; I´m Only Sleeping; Here, There and Everywhere (arranca lágrimas quando a ouço); She Said She Said; Doctor Robert; Tomorrow Never Knows. 



Skying - The Horrors. Terceiro disco de uma banda inglesa pouco conhecida, mas que me arrebatou com Still Life, sexta faixa do álbum do quinteto que remete, em momentos, ao Echo and The Bunnymen, ao Suede, ao Cure, ao som shoegazer de Manchester. Rock alternativo de qualidade e muito melhor do que outras bandas novas escaladas para tudo que é festival, enquanto o Horrors faria muito mais bonito.
Ouviria mais de uma vez, antes de seguir para a próxima música, ou voltaria quando o disco terminasse: É o disco que eu escuto inteiro, quase todas as manhãs, para ir ao trabalho, então não irei citar uma ou duas que seria tocada novamente. 



Suede - Suede. Outro álbum de estreia que preciso ouvir por inteiro. Um dos representantes do britpop que não alcançou um terço do sucesso do Blur e do Oasis. É provocativo, sensual, urbano e recomendo a audição quando estiver caminhando nos parques ou nas ruas de Londres. No segundo caso, principalmente se for à noite. Suede é a banda mais londrina em minha opinião.
Ouviria mais de uma vez, antes de seguir para a próxima música, ou voltaria quando o disco terminasse: So Young; She´s Not Dead; Moving; Pantomine Horse (como Smiths, consigo eleger a favorita dentro da discografia do Suede); Metal Mickey e Sleeping Pills.