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O outono e SP mais cinza do que nunca!

O verão mais quente dos últimos setenta anos, foi embora, oficialmente, no dia 20 de março. Na própria quinta-feira ainda sentimos um calor de quase trinta graus em SP, mas nada de matar para padrões paulistanos e, à medida que a noite foi chegando, era possível sentir um vento delicioso e a sensação de que era o último dia do verão, período do ano que não aprecio tanto. 

Na sexta-feira, o outono finalmente deu as caras, mas foi no final de semana que a sensação de frescor e até de friozinho, para alguns, chegou para os paulistanos, com o céu bem cinza, sem sinal de sol há alguns dias. 


Para comemorar a chegada do amado outono, lembrei de músicas que falam da chegada da estação. 

A primeira é a belíssima e uma das melhores músicas brasileiras de todos os tempos, "Águas de Março", composta pelo nosso inesquecível Jobim e eternizada na voz de umas das nossas mais brilhantes cantoras, Elis Regina. A canção fala "das águas de março fechando o verão", sendo o ponto final da estação, o que seria "a promessa de vida no meu coração". 

Para mim, essa passagem da música simboliza a renovação, um novo ciclo, afinal, a cada mudança de estação esperamos o novo e temos esperança de que os meses vindouros tragam algo diferente, de preferência, para melhor. Embora não tenha relação com a paisagem e as chuvas que ocorrem em São Paulo nessa época e o restante da canção possa se relacionar até com a paisagem não urbana, a parte final significa um alívio, que pode ser também o de deixar para trás as águas que causaram destruição. 


De qualquer forma, quem me conhece sabe que eu fico feliz com as "águas de março fechando o verão".

Para quem não fica tão feliz com o término da estação mais quente, pode se deliciar com o amado grupo The Cure e a sua "The Last Day of Summer". A música é triste, mas linda, e conta as agruras do término do verão. Ao contrário de Robert Smith, eu não me sinto mal no último dia do verão, mas é um prazer ouvir a banda e o sentido do verão para ela. 


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