terça-feira, 25 de março de 2014

O outono e SP mais cinza do que nunca!

O verão mais quente dos últimos setenta anos, foi embora, oficialmente, no dia 20 de março. Na própria quinta-feira ainda sentimos um calor de quase trinta graus em SP, mas nada de matar para padrões paulistanos e, à medida que a noite foi chegando, era possível sentir um vento delicioso e a sensação de que era o último dia do verão, período do ano que não aprecio tanto. 

Na sexta-feira, o outono finalmente deu as caras, mas foi no final de semana que a sensação de frescor e até de friozinho, para alguns, chegou para os paulistanos, com o céu bem cinza, sem sinal de sol há alguns dias. 


Para comemorar a chegada do amado outono, lembrei de músicas que falam da chegada da estação. 

A primeira é a belíssima e uma das melhores músicas brasileiras de todos os tempos, "Águas de Março", composta pelo nosso inesquecível Jobim e eternizada na voz de umas das nossas mais brilhantes cantoras, Elis Regina. A canção fala "das águas de março fechando o verão", sendo o ponto final da estação, o que seria "a promessa de vida no meu coração". 

Para mim, essa passagem da música simboliza a renovação, um novo ciclo, afinal, a cada mudança de estação esperamos o novo e temos esperança de que os meses vindouros tragam algo diferente, de preferência, para melhor. Embora não tenha relação com a paisagem e as chuvas que ocorrem em São Paulo nessa época e o restante da canção possa se relacionar até com a paisagem não urbana, a parte final significa um alívio, que pode ser também o de deixar para trás as águas que causaram destruição. 


De qualquer forma, quem me conhece sabe que eu fico feliz com as "águas de março fechando o verão".

Para quem não fica tão feliz com o término da estação mais quente, pode se deliciar com o amado grupo The Cure e a sua "The Last Day of Summer". A música é triste, mas linda, e conta as agruras do término do verão. Ao contrário de Robert Smith, eu não me sinto mal no último dia do verão, mas é um prazer ouvir a banda e o sentido do verão para ela. 


domingo, 23 de março de 2014

Há cinco anos, um dos melhores shows da minha vida: Radiohead!

No dia 22.03.2009, o Radiohead fazia a sua estreia no Brasil, na extinta e horrorosa Chácara do Jockey. Apesar dos perrengues e da (falta) de estrutura do local, o show foi lindo de ver e ouvir e figura no segundo lugar dos melhores shows que assisti, perdendo apenas para o do meu beatle favorito, o Paul. 

Lindo de ver pela beleza do palco lotado de enormes lâmpadas de LED, que mudavam de cor no decorrer do show, o telão que mostrava a imagem dos cinco integrantes em close e, o mais importante, a execução perfeita das canções apresentadas na voz única de Thom Yorke, entoando, por vezes, falsetes perfeitos.


O show começou com "15 Steps", primeira música do disco "In Rainbows". Depois seguiram com "There There". O público batia palmas no começo da música, no mesmo ritmo das batidas do tambor de Ed O´ Brien. Passado mais da metade da canção, todos pulavam depois que Thom cantava "I´m lonely, I´m lonely", com a explosão de guitarras que ainda fazem parte do som da banda, dando mais impacto à música.

Vontade de voltar àquela noite!

"The National Anthem", foi a terceira música tocada. Antes dela, uma breve intervenção radiofônica que a banda escolheu para ser executada, de acordo com o país em que estava. Senão me engano, escolheram uma rádio de Campinas. Essa interferência apareceria em outros trechos do show.

Ainda viriam "Karma Police", que tirou lágrimas desta pessoa que escreve essas linhas, Pyramid Song, totalmente hipnótica, a sensual "Talk Show Host", "Optmistic", uma das minhas favoritas e melhores de "Kid A", a dobradinha Climbing Up The Walls e Exit Music (For A Film), do provável melhor álbum do grupo, o excelente "Ok Computer". Confesso que "Exit Music (For a Film) foi a responsável por mais algumas lágrimas.

Um dos momentos mais incríveis dentro de um show épico, foi no momento em que eles tocaram "Paranoid Android". A canção que tem quase sete minutos, ganhou vários segundos, ao final, quando o público continuou a cantar o verso "Rain down, come on rain down on me" e a banda não parou, seguindo o coro que se formou, presenteando os fãs com mais acordes.

Outro momento marcante é a execução de "Everything in it´s a Right Place", para coroar o final do show. Só que não. Eles mandariam "Creep", um dos maiores sucessos do Radiohead, mas que é rejeitada pela banda e não entrava num set list há anos. Só viu e ouviu quem sabia dos rumores de que isso poderia acontecer e não duvidou. Nem precisava dela, depois de tudo que já tinham tocado, incluída a íntegra do disco In Rainbows - o da turnê que veio para cá - e o simples fato dessa música não ser esperada, mesmo que muito desejada pelos fãs, ainda mais os brasileiros que nunca tinham visto a banda ao vivo. 

A experiência única, se tornou perfeita, e só sabem disso os fãs do Radiohead que não arredaram o pé depois da que seria a última música do espetáculo. A debandada de parte do público fez com que eu e a minha amiga ficássemos ainda mais perto do palco.


Sei que a vontade de vê-los ao vivo, de novo, aumenta a cada ano ou a cada vez que assisto ao DVD gravado em 1994, no The Astoria, em Londres, ou assisto outros shows deles disponíveis no You Tube. E espero que não demore muito para chegar o dia do meu segundo show do Radiohead, que tornou perfeita uma noite em da minha vida, em termos de música e do amado rock.  

domingo, 16 de março de 2014

O coração de Londres

Trafalgar Square é passagem obrigatória para visitar marcos londrinos e é repleta de atrações, dentre elas a National Gallery. Poder se deparar com obras de Van Gogh, Monet, Boticelli, Da Vinci, de graça, num espaço que recebe cada visitante com lírios inebriantes na entrada, é umas das maiores riquezas que uma viagem pode nos oferecer.

National Gallery

Esculturas, chafariz, eu e National Gallery em Trafalgar Square
Como gosto muito de visitar igrejas, seja pela arquitetura, pela história, além de poder agradecer por estar em Londres novamente, a Saint Martin in the Fields é o lugar certo para isso em Trafalgar, onde ainda posso almoçar na cripta muito aconchegante e nada sombria, onde tomaria uma sopa de brócolis apimentada que foi a escolha certeira para o frio. 


Cripta da igreja, onde é servido almoço e café
Fachada da Igreja Saint Martin-in-the-fields

Uma das coisas que me chama a atenção é a quantidade de mendigos num estado de letargia nos bancos da igreja. Pessoas encolhidas, com semblantes cansados e jeitos simples que parecem se refugiar na igreja, longe do caos do dia a dia e das coisas boas que o mundo atual parece não lhes oferecer. Mesmo quase um século depois, os mendigos ainda vagam pela cidade e buscam refúgio na Saint-Martin-in-the-Fields, assim como faziam no início do século vinte, como retratou George Orwell na obra “Na pior em Paris e Londres”.


Interior da igreja

Altar da igreja



Um coral começa a ensaiar. Assisto e emendo com a missa em seguida, até para saber como é celebrada uma missa na igreja anglicana que está lotada. O padre fala basicamente da sociedade consumista e que deveríamos refletir sobre o hábito de comprar sem propósito, sobretudo, em tempos de crise. Algumas pessoas que ainda dormem talvez não tenham noção alguma do que seja consumir e fico refletindo também sobre isso.


Coral
Trafalgar ainda oferece caminho para o Palácio de Buckingham, pela The Mall, avenida de asfalto vermelho que vai beirando o parque de Saint James, mas sigo para o outro lado da praça em direção ao Big Ben e, quanto mais próxima, fico boquiaberta ao encontrar o relógio e as Casas do Parlamento iluminando a Ponte de Westminster, o Tâmisa e noto que todos em volta têm o mesmo êxtase. Não há como ficar incólume perante o relógio, mesmo que não seja a primeira vez que com ele me deparo, e vê-lo marcar mais de nove horas com a lua se destacando à sua volta na noite que está apenas começando, porque os dias são longos na primavera.
Considero a porta de entrada da The Mall. No sentido dos carros da foto está Trafalgar Square e à direita, o caminho para Buckingham Palace, beirando St. James Park 


St. James Park e The Mall
A residência mais famosa da tia Beth
Um pedacinho do St. James Park. Quem consegue achar a London Eye na foto?
Adicionar legenda


London Eye e Ponte de Westminster
Parlamento, Big Ben, lua e Ponte de Westminster
Fotos: arquivo pessoal. Embora não tenha ido no mesmo dia para o St. James Park e para o Big Ben, como narrado, as fotos do parque e do palácio de Buckingham não podiam ficar de fora, para se ter ideia da proximidade desses pontos marcantes de Londres e da beleza de todos eles.

domingo, 9 de março de 2014

Uma tarde na Pinacoteca

A Pinacoteca do Estado é um dos meus lugares preferidos em São Paulo. A arquitetura do prédio é um convite para entrar. Lá estando, é possível apreciar o acervo de longa duração "Arte no Brasil" sobre o período modernista. Pinturas de Almeida Júnior, Oscar Pereira da Silva, Pedro Alexandrino, Lasar Segall e Cândido Portinari podem ser apreciadas no museu. O quadro "O Mestiço de Portinari está entre as obras mais vistas do artista e, com certeza, é um dos melhores retratos do homem brasileiro.


Fachada da Pinacoteca do Estado
Emigrantes III - Lasar Segall
Uma das salas da exposição "Artes no Brasil"
Arquitetura do prédio da Pinacoteca

Todas as obras ficarão em cartaz até dezembro de 2015 e mostram o retrato do Brasil do campo, da época do descobrimento, do início da urbanização de cidades e a desigualdade brasileira.

O espaço também é destinado à escultura. Obras de Auguste Rodin podem ser vistas na Pinacoteca, como o "Gênio do Repouso Eterno" e "O Torso", adquiridas pelo museu em 1997.


Gênio do Repouso Eterno" - Auguste Rodin

Outros destaques são as esculturas "Via Crucis", de Victor Brecheret, e "O Brasileiro", de Raphael Galvez.
 
"O Brasileiro" - Raphael Galvez


Uma exposição temporária que ficou em cartaz até o dia 2 de março e vale a pena ser vista quando estiver exposta novamente, sobretudo, pelos amantes de fotografia, é o trabalho denominado "Segmentos de Luzia Simons". São quatro ampliações fotográficas de jardins. Quando nos aproximamos, há o reflexo claro ou escuro de cada fotografia.



Jardim de Luzia Simons

Depois de apreciar as obras do acervo e o prédio em si, que já é um passeio maravilhoso, a dica é seguir para a cafeteria do museu, que fica no térreo, de frente ao Jardim da Luz, ao lado de uma das avenidas mais movimentadas de São Paulo.

Fachada lateral da Pinacoteca no Jardim da Luz
Parque da Luz

segunda-feira, 3 de março de 2014

Chegando em Londres


Eram quase três horas da tarde do dia 15.05.2013 quando o avião desembarcava em Londres. A cidade não estava nublada e era possível vê-la perfeitamente. A temperatura era de aproximadamente quatorze graus e eu estava apenas com um casaco leve, calça e sapatilhas, porque suporto mais o frio do que o calor que praticamente inexiste em Londres. Essa é definitivamente uma das razões porque eu amo essa cidade!



A passagem pela imigração do aeroporto de Heathrow foi tranquila, com apenas uma pergunta feita pelo agente imigratório. Nos corredores, vários banners anunciavam a final da Liga dos Campeões da Europa, a ser realizada no estádio de Wembley, mais uma vez na capital do país do futebol e louco pelo esporte, mas que não conseguiu classificar um time para o grande dia, que teria como protagonistas os alemães do Borussia Dortmund e Bayern Munique que invadiram a cidade.

O próximo passo era pegar o underground ou tube - tubo em português - apelido dado ao metrô londrino e que faz jus ao seu formato. Dispensei o serviço de transfer contratado em 2012, que me pegaria no aeroporto e me levaria ao hotel, porque já estive na cidade, o que me deixou tranquila para pegar o metrô, além do que a linha que sai diretamente de todos os cinco terminais de Heathrow, Piccadilly, é a mesma onde está a estação de metrô colada ao hotel em que me hospedei, sem a necessidade de fazer baldeação, o que facilita a vida de quem vai utilizar o transporte público, sem contar que é mais barato e rápido.

Entro no vagão e, ao meu lado, está um agente do metrô com o cabelo comprido, todo bagunçado e ensebado. Noto ainda que, no geral, as mulheres saem para trabalhar e passear mesmo com as unhas por fazer, com esmalte descascado das unhas e seguem livremente. O que mais admiro nos ingleses e de quem vive em Londres, é o desprendimento em relação à aparência e à vaidade e, ainda assim, não são alvos de comentários sobre a roupa que estão vestindo, se a cor do cabelo não é convencional ou se estão adequadamente trajados para tal função ou ambiente. Em Londres é cada um na sua, o que é libertador.

A cada estação, o metrô vai sendo ocupado por mais passageiros e fico pensando como irei desembarcar, já que estou no meio do corredor apertado, com uma mala e uma mochila. Depois de cinquenta minutos chego à estação Russel Square e consigo sair do metrô sem muita dificuldade e sou mais uma a caminhar pelas ruas com uma mala de rodinhas no meio de tantos rostos árabes, latinos, africanos, orientais, escandinavos e as inúmeras faces indianas, que devem compor Londres em maior número do que os próprios londrinos.


A maioria das pessoas que está nas ruas caminha num passo acelerado que acredito ser característica das grandes cidades e, como eram quase seis horas da tarde, certamente desejavam voltar para casa rápido ou emendar o trabalho no pub mais próximo para tomar uma pint - medida de 568 mililitros de cerveja servida no copo apropriado - ou para assistir a um jogo de futebol.

Estou novamente em Bloomsbury, bairro em que eu moraria facilmente. É residencial, agradável e tranquilo para caminhar à noite depois de andar o dia inteiro. Por lá costumo jantar, seja em pubs, restaurantes ou cafés. É repleto de praças além da Russel, de estudantes de todo o mundo, por abrigar campus da University College London, o British Museum, a British Library e por ter alma literária - Virgina Woolf morou lá. E por estar próximo à região central, o que facilita a locomoção de moradores e turistas e ainda oferece um comércio rico para quem mora ou está de passagem.


Vista do primeiro banco, do segundo andar do busão, rumo a Trafalgar Square. Só que andou sabe!
Chego ao hotel e o funcionário que me recebe percebe a minha felicidade. Ele deseja uma boa estadia e diz que Londres é fantástica! Não tenho dúvidas! Deixo as malas no meu quarto e mesmo tendo ficado onze horas em um voo, não deixo o cansaço e o sono tomarem conta de mim, pois só quero andar e andar, mesmo que sejam quase seis horas da tarde e que o dia esteja acabando. Ledo engano, porque a noite só daria as caras depois das nove horas! Mais uma grata surpresa londrina no início da minha segunda viagem!


Trafalgar Square
Tâmisa e London Eye
"O" relógio

A minha Londres

Desde a adolescência, pensava em conhecer Londres. Queria fazer a faculdade de Jornalismo e depois partir para capital britânica para estudar inglês.

Quero conhecer o mundo e sempre viajei muito dentro do Brasil, graças ao meu pai, que nos levou a conhecer grande parte do país e dar gosto para irmos além. Acabei cursando Direito e não Jornalismo. Sei lá porque não segui para Londres mesmo assim. Decidi, então, que a cidade seria a minha primeira experiência no exterior. Essa paixão por Londres é tanto pelo fato de ser uma cidade multicultural, cosmopolita, um dos maiores e mais populosos centros urbanos mundiais, como também, a capital do país que gerou grandes nomes do rock e é considerada a capital mundial da música pop. Importa destacar que não só a capital inglesa, mas o país e o Reino Unido me encantam pela música que fizeram e ainda fazem.

Sim, eu amo música e associo as coisas que gosto aos lugares de onde elas vêm. Pode parecer estranho, mas tenho essa mania. Sinceramente não sei dizer se a paixão por Londres se deve a música que sempre fez parte da minha vida, desde quando meu pai colocava os discos dos Beatles para tocar, quando eu tinha cinco anos ou, às características acima. Até já me disseram que posso ter vivido lá, em outra vida, diante da imensa identificação, curiosidade e desejo de lá ficar. Isso acontece com muitas pessoas. Conheço gente que ama o Japão, a Itália, a Irlanda, sem nunca ter ido ou mesmo sem ter nenhuma ligação por ascendência, por exemplo, o que despertaria o interesse em conhecer a terra dos avós, dos pais etc.

Pode ser um pouco de tudo ou não ter explicação. Afinal, para quê definir algo que remete ao sentimento? Já que este não se define, não se limita, ao contrário, deve ser experimentado e sentido? What difference does it make(*).

No final de 2011 decidi que iria passar férias em Londres. Combinei com uma prima e agendamos a viagem para março de 2012. Pensava se poderia me decepcionar, já que me informei tanto sobre o lugar desde sempre, mas na realidade poderia ser diferente. Tinha lido sobre a fama mentirosa de que ingleses são frios e o clima é horrível quase todo tempo, o que poderia me fazer querer correr de lá.  

A paixão que sinto por Londres se concretizou e voltei com a sensação de que o meu coração lá ficou. É emocionante ficar cara a cara com prédios, monumentos, paisagens, clima e sons, com os quais sempre sonhamos e vimos apenas por fotos ou pela televisão.


Foto tirada em 19.05.2013. Tower Bridge vista da Queen´s Walk
A paixão e a identificação preexistentes fizeram com que eu voltasse a Londres no ano seguinte e só! Já tinha “conhecido” um pouco a cidade, me sentiria segura lá e não queria arriscar uma viagem sozinha ao exterior para uma cidade totalmente desconhecida. E voltar para Londres é a tarefa mais fácil do mundo, mesmo quando queremos conhecer outros lugares. Parti ! A experiência foi ainda mais incrível por desbravar a cidade sozinha e ter certeza de que Londres é perfeita para isso também. 

Li muito antes da viagem, sobretudo, a respeito de locais que ainda não conhecia. E uma fonte de inspiração, não só para a viagem, mas para a criação do radar e reflexo, foi o blog Básico e Necessário (http://miblogito.blogspot.com.br/), da Helô Righetto - brasileira designer e jornalista que mora em Londres - e mostra o seu olhar sobre a cidade e os londrinos, além de dicas incríveis de literatura, exposições e viagens para outros cantos do mundo. 

Tentamos nos encontrar lá, mas não deu certo! De qualquer forma, eu mandei um e-mail para a Helô, contando sobre como foram os meus dias em Londres. Não esperava que ela se interessasse em publicar a minha experiência no blog dela. Agradeço a ela, por ter compartilhado uma experiência relatada sem pretensão alguma e que era apenas uma conversa sobre uma estada em Londres. Esse ato edificante despertou o meu interesse em falar mais sobre essa experiência e outras que terei por aí. E já preciso voltar a Londres para conhecer a Helô pessoalmente e, quem sabe, virarmos vizinhas aí?

Ter relatado a viagem por e-mail, fez com que eu escolhesse falar mais sobre ela num trabalho da pós. Essa narrativa de Londres foi feita em tópicos e relata alguns lugares visitados em minha segunda passagem pela cidade dos meus sonhos. Sempre gostei de escrever e sempre o fiz como advogada, mas o interesse em escrever diversas histórias sobre as minhas paixões, seja música ou Londres etc., era trabalhada há algum tempo e alguns amigos diziam para eu criar um blog, mas a narrativa foi o pontapé para a criação do Radar e Reflexo.

Vou dividir aqui a narrativa “A minha Londres” que é o meu olhar de viajante sobre a cidade, portanto, sob meu ponto de vista e as minhas emoções, não sendo um guia de viagem ou nada parecido, até porque o blog não é destinado a esse fim. A narrativa corresponde à viagem realizada em maio de 2013 e é dividida em sete tópicos, que surgirão em meio a outros textos a serem publicados no blog.

* frase título da música dos Smiths, banda inglesa que não é de Londres, mas da roqueira Manchester, que ainda visitarei.