domingo, 23 de fevereiro de 2014

O meu carnaval!

Não sou de pular Carnaval. Já fui ao sambódromo do Anhembi assistir a um desfile e é realmente muito bonito. Também fui ao ensaio de duas escolas de samba e existem sambas-enredo inesquecíveis. Mas como não curto "cair no samba" e espero a data mais pelo feriado do que pela festa, e já entrei no ritmo da Madonna "holiday, celebrate...we need a holiday" ir ao Anhembi não está entre os meus desejos.

Só que de uns anos pra cá me interessei por participar de um bloco de rua, porque o carnaval é na rua, ou deveria ser. É festa popular em que o público não apenas assiste, mas participa da festa sem pagar nada. Irá pagar se consumir alguma bebida ou comida, nada mais.

Então decidi que iria acompanhar um desses blocos esse ano e segui para a Vila Madalena, zona oeste de São Paulo, onde encontrei amigos para minha estreia no carnaval de rua que foi no Bloco do Sargento Pimenta. Isso mesmo! Nome tirado de uma canção dos Beatles, a incrível "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band". Eles têm de estar presentes até no meu carnaval brasileiro!





Confesso que eu iria acompanhar qualquer bloco e o Sargento Pimenta foi apenas uma feliz coincidência, em razão do dia e local escolhidos por uma amiga que participa dos blocos de rua. 

Gostei muito do carnaval na rua e poder ouvir a música dos Beatles com ritmos percussivos e todos cantando Yellow Submarine, She Loves You, A Hard Days Night e muitas outras.

Quando o Sargento Pimenta encerrou a apresentação, a multidão que o acompanhava continuou na rua, seguindo blocos menores, entoando marcha de Chiquinha Gonzaga - uma das principais musicistas brasileiras - e sambas-enredo, como se não houvesse amanhã, sob uma forte chuva que se anunciava desde quatro da tarde e que fez a noite ficar ainda melhor!

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Revista Arruaça!

Criada pela Turma de Jornalismo Cultural (2º semestre/2013), da pós-graduação em Jornalismo da Faculdade Cásper Líbero, a Revista Arruaça estreia o número zero. Duas matérias minhas e todo material sobre aspectos culturais urbanos, elaborado por toda turma, podem ser lidos nos links abaixo. Recomendo a leitura da revista inteira!

Link revista:

http://casperlibero.edu.br/revista-arruaca/

Links para minhas matérias:

http://casperlibero.edu.br/os-vinis-foram-parar-nas-feiras/
http://casperlibero.edu.br/a-musica-em-camden-town/

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

São Paulo, vinte e cinco graus!

O calor atípico e terrível parece ter dado uma trégua. A temperatura em São Paulo caiu no sábado, dia 15, para vinte e cinco graus. Nesse verão mais quente do que o normal, tomei banho frio por semanas, café com leite quase frio, litros e litros de água que já sou acostumada a tomar, mas sempre gelada e só faltava colocar o ventilador no banheiro.

Desde ontem, estou me sentindo mais disposta, com o ar mais leve do ventinho lá fora, principalmente pela chuva que caiu ontem e hoje e que não dava as caras há um mês. A sensação deliciosa de sair do banho mesmo, já que durante esses dias o pós-banho era tomado por um calor insuportável como se mal tivéssemos entrado no chuveiro.

Segundo a meteorologia, a temperatura não passará dos vintes e cinco graus nesta semana, exceto na quinta-feira, que pode chegar aos vinte e oito graus. Ontem foi o término do horário de verão e daqui a pouco mais de um mês a estação dará lugar ao aprazível e ameno outono. Ebaaaa!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Lojas de discos.

Estou assistindo a reprise do programa “Minha Loja de Discos”, que mostra lojas de LPS no Reino Unido, produzido por Elisa Kriezis e Rodrigo Pinto e passa no canal Bis, domingo às 20h. Cada programa apresenta uma loja de disco em uma cidade, com depoimentos dos fundadores, dos clientes e funcionários da mesma loja, além de músicos locais que são famosos apenas em sua cidade natal e aqueles já conhecidos pelo mundo afora.

O programa de Glasgow, na Escócia, mostrou a loja Monorail e entrevistas com Bobbie Gillespie do Primal Scream e Alex Kapranos e Paul Thompson do Franz Ferdinand. No programa de Oxford, Inglaterra, a loja da vez foi a Truck Store. Na cidade mundialmente conhecida pela universidade de mesmo nome, Gaz Coombes do Supergrass fala do papel das lojas no começo da carreira das bandas, ao divulgar os discos e promover os primeiros shows e do sucesso mundial do Radiohead, que teve alguns de seus integrantes como funcionários da Truck Store. 

A Sister Ray e a Rough Trade, ambas de Londres, têm um programa para cada uma delas. Visitei as duas quando estive lá e voltei no tempo ao revê-las no programa. Lembrei o passeio que em busca dos discos e CDs dos meus artistas favoritos. Aliás, a Rough Trade é considerada uma das melhores lojas de discos do mundo e empregou Adele, quando a cantora começava a alcançar o sucesso comercial.

Através do depoimento dos fundadores das lojas, percebo quão prazeroso é ir atrás de um disco e ser atendido por quem também aprecia música e luta para manter aquele espaço diante da crise na indústria fonográfica com a chegada do MP3. E mais, perceber que cada loja teve papel fundamental na vida de quem descobriu muitos artistas por indicação dos empregados ou nas prateleiras dessas lojas, mantidas pelo simples amor à música. 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014


Que calor!

As temperaturas em São Paulo estão infernais nas últimas semanas! Somos acostumados com temperaturas de, no máximo, trinta e dois graus no verão e, quando passa disso, já nos sentimos muito mal porque é atípico. Não vou falar que detesto calor, afinal, tenho que me conformar com o verão que está mais quente do que o normal. 

Não só em São Paulo, já que as temperaturas no Rio de Janeiro estão piores do que os quarenta graus “normais” para os cariocas e a sensação térmica foi de cinquenta e dois graus em alguns lugares de Santa Catarina.

Algo que me deixou feliz foi ler que uma agência de publicidade no Rio de Janeiro permitiu o uso de bermudas aos seus funcionários. É bom senso e pensar no bem estar do profissional, pois produzimos menos em temperaturas altas.

Como mulher, posso usar saia, vestido, calçar sapatilhas, enquanto os homens ficam presos a vestuário mais restrito. Em muitas funções, o uso de terno e gravata é obrigatório, como no meio jurídico.

Não tão liberal como o mundo publicitário, o Tribunal de Justiça de São Paulo permitiu aos advogados tirar a gravata e o terno nos fóruns da capital e no próprio Tribunal.

Como no Rio de Janeiro o calor é mais infernal do que em São Paulo e a bermuda também não é permitida dentro dos fóruns, como no mundo publicitário, um funcionário do Tribunal do Estado foi trabalhar de “kilt”, aquela saia maravilhosa típica dos escoceses. Não pode bermuda, mas pode saia, então, ele estava adequadamente trajado!

Que o calor sirva, ao menos, para que os empresários de diversos ramos de atividades e os presidentes dos tribunais do país não se apeguem tanto a formalidades e, de acordo ao meio de atuação, permitam maior flexibilidade quanto ao traje do empregado em dias de calor como do deserto. 

E que esse calor vá embora logo, pois ninguém aguenta mais!

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

O retrato político de Washington em House of Cards!

O Netflix divulgou o trailer da segunda temporada de House of Cards, que estreará neste mês.

A primeira série criada no ambiente de internet e assistida por transmissão instantânea (streaming), mostra os bastidores da política norte-americana. Corrupção, trapaças, subornos, compra de votos, armadilhas sexuais, são os elementos que ditam a vida política em Washington D.C. 

O protagonista é o arrasador Kevin Spacey. Como Frank Underwood, deputado relegado ao cargo de Secretário de Estado para o qual foi prometido pelo Presidente eleito, arquiteta diversas manobras inescrupulosas para chegar ao poder. Se equilibra entre variadas frentes do governo e tenta obter aliados para alcançar o lugar que deveria ser dele.

Para propagar informações que serão valiosas à sua empreitada, tem o auxílio de uma jovem e ambiciosa jornalista, Zoe Barnes, interpretada por Kate Mara. Sem paciência para subir aos poucos na carreira, Zoe é a isca perfeita para Frank que, por sua vez, é um prato cheio para Zoe ser alçada à função de responsável pelos assuntos de política do renomado jornal The Washington Harold e passar à frente de colegas mais experientes e escolados na função.

Logo de cara, Zoe se insinua para Frank, que cede aos desejos sexuais da garota, a fim de ditar o que será publicado na imprensa através dela. O deslinde da história na primeira temporada mostra uma Zoe disposta a se vingar de Frank se a parceria dos dois não for mantida.

Outra mulher que tem papel decisivo na vida de Frank é a sua esposa Claire, vivida por Robin Wright. Parceira mais que perfeita, Claire procurou um homem que tem como foco o alcance do poder e Frank prometeu a ela ser um vencedor. Faz de tudo para que o marido alcance o cargo cobiçado, exigindo sucesso e ganância de Frank, sem espaço para lamentações ou fracassos. 

Como chefe de uma organização sem fins lucrativos, não mede esforços para obter verbas para o alcance de seus próprios interesses, contando com a influência e acesso do marido ao governo, mesmo que sua atitude possa prejudicar terceiros ou ultrapassar o limite da ética. 

Claire abriu mão de um amor do passado que volta em meio às crises do casal, momento em que nos deparamos com uma mulher leve, com capacidade de amar e desprendida dos desejos que a mantém ligada a Frank. A atuação em House of Cards, rendeu o prêmio de melhor atriz em série dramática do para Robin Wright no Globo de Ouro de 2014.

Além desse prêmio, House of Cards foi indicado para melhor série dramática, melhor ator em série dramática (Kevin Spacey) e melhor ator coadjuvante (Corey Stoll).

O prêmio de melhor atriz para Robin Wright não é a primeira conquista de House of Cards. Em 2013 a série levou os prêmios de melhor elenco de drama, melhor fotografia e melhor direção em série dramática com o excelente David Fincher, diretor de "Clube da Luta", "Seven" e "A Rede Social".

Estou ansiosa para a segunda temporada e pensando se Zoe e Claire continuarão aliadas a Frank. Quem será eliminado ao tentar atrapalhar os planos de Frank? As artimanhas da personagem finalmente serão descobertas?

Aguardemos por mais cenas de Frank Underwood conversando com a câmera e diretamente com o telespectador, comigo. Talvez seja a melhor atuação de Kevin Spacey, apesar de trabalhos magníficos em "Seven", "A vida de David Gale" e "Beleza Americana", sendo ganhador do Oscar de melhor ator pela interpretação no último.

Até agora Frank Underwood só foi parado por Walter White, personagem de Bryan Cranston na ótima série Breaking Bad, levando o prêmio de melhor ator em série dramática, derrotando o meu querido Kevin Spacey.